quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O PODER DO ESTRESSE NO CORPO

No mundo em que vivemos atualmente é muito comum escutarmos as pessoas dizendo que estão estressadas ,ou então, muitas vezes apresentamos disfunções sem causas aparentes e quando procuramos um profissional da saúde escutamos que estas podem ter sido causadas pelo tão falado estresse. Mas será que sabemos realmente o que ele realmente é capaz de causar em nosso organismo e quais são os mecanismos de ação que ele desencadeia.
Diante disso,nesse post de hoje irei esplanar de uma forma um pouco mais aprofundada o que ocorre, fisiologica e bioquimicamente, em nosso corpo quando somos expostos à algum agente estressor.
Segundo Vasconcellos, estresse é um processo psicofisiológico desencadeado pelo contato com o agente estressor,portanto, é uma reação fisiológica do organismo buscando a homeostase.
Um estressor é qualquer evento do mundo exterior que tire você do equilíbrio homeostásico, e a resposta de estresse é o que o seu corpo faz para manter a homeostase.
Existem dois hormônios que são vitais para a resposta ao estresse, são eles: a epinefrina que é produzida pelas glândulas supra-renais e a noraepinefrina,cuja produção ocorre nas terminações do sistema nervoso simpático em todo o corpo.Outra classe importante de hormônios para respostas de situações estressantes são os glicocorticóides.

Durante a situação de estresse,o crescimento e a regeneração de tecidos são reduzidos e o impulso sexual diminui em ambos os sexos.
O estresse aumenta o risco da pessoa contrair doenças, ou de fazer que a doença uma vez contraída ,derrote as defesas da pessoa.
MECANISMO DE AÇÃO DO AGENTE ESTRESSOR
Quando algo estressante acontece ou quando você pensa em algo estressante, o hipotálamo lança um grupo de hormônios liberadores no sistema de circulação hipotalâmico-pituitário, o principal deles é o CRH ( homônio liberador da corticotropina), em 15 segundos o CRH estimula a pituitária a liberar o ACTH (corticotropina), após ser liberado na corrente sanguínea chega à glândula supra-renal e esta em poucos minutos libera os glicocorticóides juntamente com as secreções sistema nervoso simpático ( epinefrina e noraepinefrina).
A excitação do simpático é um sinal de ansiedade e de alerta, enquanto a produção de glicocorticóides é quase sempre um sinal de depressão.
O ESTRESSE E O SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO
O sistema nervoso central (SNC),quando ativado pelo estresse,age de três formas:
Atividade da formação reticular
Tal fato induz ao aumento do tônus muscular,que por ele mesmo ,favorece ao aumento da carga biomecânica nos músculos e tendões,o que contribui para o aparecimento de DORT (doença ocupacional relacionada ao trabalho).
Ativação da cortéx adrenal
Esta ativação faz com que haja uma ativação da glândula pituitária e a liberação de corticoesteróides (cortisol e cortisona) pela cortéx adrenal. Dessa reação pode ocorrer um desequilíbrio hidroeletrolítico e aparecer o edema. A relação com os DORT acontece porque o tecido edemaciado pode levar à compressão local de nervos.

Ativação da secreção de citocinas

O estresse ativa a produção e liberação de citocinas pró-inflamatórias, as quais podem estar relacionadas aos eventos de inflamações dos tendões.

ESTRESSE E IMUNOLOGIA

O estresse suprime a formação de novos linfócitos e a sua liberação na corrente sanguínea,além de encurtar o tempo de permanência na circulação dos linfócitos já existentes. Inibe também a produção novos anticorpos em reposta aos agentes infecciosos e prejudica a comunicação entre os linfócitos, por meio de liberação de mensageiros importantes. Tudo isso é causado por estressores dos mais variados tipos - físicos e psicológicos.



Bibliografia: Salgado,Afonso Shiguemi.Saúde integral:fisioterapia corpo e mente.Londrina:Escola de Terapia Manual e Postural,2010.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

DORES NA COLUNA CERVICAL PODEM SE ORIGINAR NA BOCA





Você não tem tempo para comer direito e vive beliscando qualquer coisa?!? Este hábito cada vez mais comum,aliado a problemas bucais,pode resultar em problemas na coluna cervical. Tudo começa com a consistência da comida que ingerimos atualmente. Elas são mais fáceis de mastigar e isso faz com que a musculatura da face deixe de exercer a sua função. "Mastigar bem produz um relaxamento da musculatura", diz o cirurgião dentista Lauro Delgado,especialista em estética e reabilitação oral da clínica Odonto Integrada Delgado,de São Paulo. Ele explica,que a falta de mastigar alimentos mais duros,aliada à problemas bucais como contato prematuro (ao fechar a boca um dente tem contato antes que os demais), uma restauração mal feita ou o apinhamento (dentes encavalados) resultam em problemas de mordida que quase sempre geram uma disfunção na articulação temporomandibular,mais conhecida como ATM.E,numa sucessão de mordidas,desgastes e compensações, o corpo de encarrega de se adequar, nesse caso negativamente,articulações,músculos e ossos,que resulta dores na coluna cervical.


"Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos mostram a forte relação da postura corporal com atividades vitais como respiração,e principalmente alimentação", explica Francisco Rogério Aguiar de Menezes cirurgião dentista,bucomaxilofacial dos hospitais São Camilo e Samaritano, na capital paulista.


Ele lembra que a coluna vertebral também envolve uma série de nervos,tendões,músculos e ligamentos que podem gerar dores quando houver algo errado e que não é comum as pessoas relacionarem alterações no organismo à problemas bucais "No geral,quando sentem dores nas costas, as pessoas procuram um especialista em coluna,um ortopedista, mas na consulta descobre-se que a origem do problema está na boca", diz o doutor Lauro. "Quando a mordida não é perfeita, a mandíbula se desvia lateralmente para fazer o ajuste e compensar o desequilíbrio", acrescenta. Como resultado, temos uma mordida desalinhada e a mandíbula sobrecarregada de um só lado. Dessa forma, os músculos do pescoço, e a seguir da coluna cervical, acompanham esse novo posicionamento na tentaiva de compensar o desvio causado na boca. "Assim, temos um problema desencadeado e, a seguir, refletido na coluna cervical", diz ele.


Menezes enfatiza que o estresse torna o quadro ainda mais complicado. "O estresse é causador e agravante de quase todos os problemas físicos", afirma. Mas como o processo para que esses problemas apareçam é de longo prazo, a prevenção é muito importante. "Em alguns casos, mesmo com a correção dos dentes, a dor na coluna cervical não é resolvida,pois devido ao tempo,já ocorreram lesões sérias", afirma. " É preciso procurar um dentista com regularidade para avaliar a mordida, o hábito da mastigação e prestar atenção na qualidade da alimentação. Comer maçã, laranja com bagaço e pão italiano, por exemplo é muito bom" alerta o doutor Lauro.


"As pessoas procuram os dentistas pela dor ou pelo amor", brinca Lauro, lembrando que a visita ao profissional é feita por questões estéticas ou quando surge alguma dor. Mas o mau posicionamento dos dentes ou a sua falta podem ter consequências mais sérias. "Se uma pessoa perde os dentes de trás ela passa a mastigar com os da frente. Portanto, mastiga pouco e produz menos enzimas que auxiliam na digestão" diz ele. "Isso sobrecarrega o estômago e pode resultar em dores gátricas ou até mesmo uma gastrite", completa o doutor Francisco.


O tratamento para problemas desse tipo, que atinge principalmente pessoas acima dos 30 anos, mas têm aparecido em adolescentes, é interdisciplinar. Além do diagnóstico e da eliminação das causas, deve contar com o acompanhamento de fisioterapeutas.


Fonte: AE

sábado, 25 de setembro de 2010

REATIVANDO O BLOG!!

Olá Pessoal!!! Tudo bem?!?
Bom, depois de alguns meses desativado, hoje oficialmente o blog volta a funcionar!!!!!! Acho que devo uma explicação sobre o por quê de um sumiço tão longo,acontece que eu me mudei de cidade por motivos pessoais, antes morava em Fortaleza e agora estou em Petrolina,e como vocês sabem mudança é complicada e só agora consegui me organizar por completo. Infelizmente,AINDA não estou exercendo a minha tão amada profissão aqui em Petrolina, mas isso não impedirá de eu continuar postando artigos interessantes aqui no blog. Aproveitando, se algum leitor for daqui ou conhecer alguém que trabalhe com fisioterapia aqui na cidade e quiser entrar em contato comigo estou às ordens (hehehe!).
Bem, acho que era somente isso que tinha para contar para voc^es hoje, aguardem o pr'oximo post. Estou muito feliz de ter voltado,estava com saudades!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dor crônica faz parte da rotina de muitos brasileiros - tratamento multidisciplinar oferece melhores resultados-

Cerca de 30% da população brasileira, ou seja, 55 milhões de pessoas sofrem com a dor crônica. As mulheres são as mais atingidas. Como evitar que a dor se torne a própria doença?
Assisti ontem ao programa Espaço Aberto, da GloboNews,que tinha como tema o tratamento multidisciplinar de pacientes com dor crônica. Achei muito interessante o programa e esclarecedor, pois muitas pessoas sofrem com dores crônicas e vivem uma verdadeira peregrinação indo à vários profissionais da saúde em busca da solução para os seus problemas,porém, nem sempre acham logo ou muitas vezes recebem diagnósticos que não exatamente correspondem com a patologia as quais estão sendo acometidas.


Gostaria de destacar uma parte do programa, na qual uma senhora relata que sofria muito com dores orofaciais, e por conta disso foi submetida a extração de dentes sãos, não obtendo melhora alguma. De acordo com a entrevistada, a melhora só foi obtida quando passou a ser atendida por uma equipe multdisciplinar,e começou tratamento fisioterapêutico, ao que tudo indica com fisioterapia orofacial.Depoimentos assim, são muito enriquecedores para a nossa área, pois ajuda à várias pessoas que podem também estar passando por isso e não sabem a qual profissional recorrer, e acabam sofrendo com tratamentos inadequados, como foi o caso da senhora entrevistada que "perdeu" alguns dentes sem necessidade.


Infelizmente não consegui achar o vídeo no YouTube para postá-lo aqui, mas segue abaixo o link do programa, vale a pena conferir:

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1595813-17665,00-DOR+CRONICA+FAZ+PARTE+DA+ROTINA+DE+MUITOS+BRASILEIROS.html

segunda-feira, 24 de maio de 2010

BENEFICÍOS DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL PÓS-OPERATÓRIA NA ODONTOLOGIA


A técnica de drenagem linfática manual (DLM) pode ser descrita como sendo uma massagem científica com movimento lentos e ritmícos,a fim de que possa imitar o bombeamento realizado pelos vasos linfáticos, o qual é possível através de contrações periódicas destes vasos, que ocorrem com intervalos de 6 à 10 segundos. Por isso, deve-se realizar a técnica com movimentos lentos e ritmícos.


A DLM auxilia nos tratamentos terapêuticos e atua como terapia complementar às cirurgias. Sabe-se que no pós-cirúrgicos são inevitáveis a dor e o desconforto localizados. Durante o período inicial do pós-operatório, muitas vezes podem ocorrer infecções que podem provocar necrose, aderências, depressões e retrações teciduais.

Toda intervenção cirúrgica lesão ou morte de células dos tecidos agredidos e desencadeia, por consequência, um processo inflanmatório. Podendo occorrer complicações como: hematomas, edemas, coleções serosas, cicatrizes hipertróficas e queloideanas.

Para que a técnica seja aplicada de forma correta o conhecimento dos grupos dos linfonodos é de grande importância. Como por exemplo deve-se saber a linfa do terceiro molare inferiore e seus envoltórios é drenada para dentro dos linfonodos submandibulares posteriores, os quais, usualmente, repousam logo abaixo do ângulo da mandíbula, assim, a DLM irá conduzir a linfa para os gânglios linfáticos regionais e haverá diminuição do edema local.






Rede de gânglios linfáticos



Paciente submetidos à cirurgias traumáticas como pode ser o caso da implantodontia, em que em alguns casos, subemetem-se à dissecção do osso, o trauma é maior, e ao discernir na localização correta dos gânglios linfáticos pode-se obter resultados surpreendentes com a aplicação da DLM.


Acredita-se a aplicação da técnica específica de DLM pós-operatória poderá eliminar toxinas, desaguar pelos canais aferentes todo o edema, aumentando as defesas do organismo, aumentando o fluxo sanguíneo e logo estará a área novamente devidamente vascularizada e oxigenada, descongestionando os linfonodos ( gânglios linfáticos), o que favorecerá o paciente com alívio da dor e recuperação mais rápida.

Portanto, a DLM pode auxiliar no tratamento de cirurgões buco-maxilo-faciais e de cabeça e pescoço, no pós-operatório de implantodontia, exodontias de terceiro molar,periodontia, nevralgia do trigêmio, ajudando seus pacientes submetidos à cirurgias traumáticas, pois estão sensibilizados pela dor e desconforto.

Diante disso, se você submeteu-se ou vai se submeter à qualquer um desses procedimentos citados, converse com seu cirurgião à respeito da fisioterapia, pois pode ser de fundamental importância na sua recuperação, dependendo do seu caso.
Bibliografia:
Tissi, JFR. Drenagem Linfática Manual na Odontologia.

domingo, 16 de maio de 2010

APRESENTAÇAO DE TRABALHO NO IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE FISIOTERAPIA MANUAL


" A influência da fisioterapia orofacial no pós-operatório de Implantodontia"


IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE FISIOTERAPIA MANUAL

Dr. Ricardo Lotif ( Presidente do CREFITO -6)


Como já havia sido comentado em um post anterior aqui no blog, ocorreu nesta semana, aqui em Fortaleza, a quarta edição do Congresso Internacional de Fisioterapia Manual e primeiro Simpósio Internacional de Fisioterapia Manual no Esporte.

O evento contou com palestras dos principais nomes da Fisioterapia Manual, como: Dominique Lippens (Bélgica), Reneé Lutz(Holanda), Afonso Salgado (PR), Patrice Benini (França), Helder Montenegro (CE), Ricardo Regi (SP), Philippe Souchard (França), dentre outros.

Confesso que fiquei impressionada com a qualidade do evento e do conteúdo das palestras apresentadas. Quero dar destaque para a palestra da Dra. Reneé Lutz, representante do Dr. Upledger aqui no Brasil, pois esta abordou de forma suscinta e brilhante acerca da terapia craniossacral, e a palestra inspiradora do Dr. Helder Montenegro ( Idealizador e coordenador do evento) sobre tratamento fisioterapêutico na hérnia de disco.Digo inspiradora porque este profissional é um exemplo de perseverança a ser seguido e uma prova de que se quisermos podemos elevar a fisioterapia a níveis cada vez mais altos.
Rochelle Demétrio e Helder Montenegro ( Organizadores do evento)


Se pudermos destacar uma idéia central e comum, dita pela maioria dos conferencistas, seria a noção de globalidade que o profissional deve ter, pois estes não podem se limitar ao local da consequência, mas devem sim, pesquisar onde está a causa inicial do problema.

Foram quatro dias de muitas técnicas e informações passadas, e que com certeza contribuiram bastante com o aprimoramento profissional dos partipantes.


Fonte das imagens: Blog Fisioterapia e Saúde ( O Povo Online)

terça-feira, 11 de maio de 2010

DICAS PARA SE EVITAR DOR OROFACIAL




Para você que tem ou teve uma desordem temporomandibular ou algum tipo de dor na face ou na cabeça, preparamos estas dicas para que possa aliviar suas dores e evitar novas crises. Caso você nunca tenha tido estes problemas, mas queira evitá-los, conservando melhor os músculos e as articulações da face, estas dicas também serão úteis.

- Não aperte os dentes. Deixe-os desencostados durante o dia e a noite.

- Para dormir, dê preferência à posição de barriga para cima ou de lado, desde que somente a cabeça fique apoiada sobre o travesseiro (e não o rosto).

- Ao bocejar, coloque a ponta da língua no céu da boca ou dobre o pescoço.

- Evite alimentos muito duros e parta-os em pedaços pequenos.

- Mastigue dos dois lados, alternando.

- Evite grandes aberturas da boca.

- Não provoque ruídos na articulação da boca.

- Evite situações estressantes, abuso de álcool, cafeína e tabaco.


Procure sempre um profissional especializado para acompanhar seu tratamento.


Fonte: Stumpf Branco Saúde



sexta-feira, 30 de abril de 2010

APRENDA A DIFERENCIAR DOR DE CABEÇA E ENXAQUECA


Você sofre com dor de cabeça? Mas sabe se é dor de cabeça mesmo ou enxaqueca?

A reportagem mostra como diferenciar uma da outra. E o que fazer para combater essa "visitas" constantes - e nada agradáveis.

Você tem muita dor de cabeça? E quem sofre mais com isso? Homens ou mulheres?

São as mulheres, como indica uma pesquisa feita em Belo Horizonte com quase 1,7 mil pessoas.

Quantas vezes você sente dor de cabeça no trabalho? Pelas respostas analisadas até agora, já se sabe que as funcionárias sofrem mais. Nesta empresa, por exemplo, 43% dos homens disseram ter dores brandas.

Já 72% das mulheres se queixaram de dor de cabeça várias vezes por semana e com muita intensidade. Culpa dos hormônios, dizem os especialistas.

Nesta outra empresa, 73% dos funcionários que participaram da pesquisa declararam ter tido dor de cabeça no horário de trabalho no último ano. Dezesseis por cento disseram que a dor foi tão forte que houve dificuldade de executar tarefas como ler um relatório na tela do computador.

“A gente tem menos capacidade de concentração ou então de entender; às vezes eu estou ouvindo uma palestra, estou assistindo um negócio e a cabeça está lá incomodando. Não sei se afeta a memória”, conta Ana Maria Uflacker, desenhista.

A neurologista ensina as funcionárias a identificar o tipo de dor:

“Se você tem uma dor de cabeça de um lado só, que lateja, que a luz incomoda, que o barulho incomoda, desconfie. Isto pode ser uma enxaqueca. Se você tem uma dor de cabeça dos dois lados que é um peso, que é uma desconforto que não relacionado muito a luz que não está relacionado ao barulho é uma cefaleia tensional, ou seja uma dor provocada por acúmulo de tensão”, diz Vanessa Caíres, neurologista.

Cristina de Carvalho aprendeu que tem enxaqueca: “No ápice da minha dor parece que vai explodir”.

Para continuar as tarefas, ela apela para os analgésicos.

“Às vezes dois comprimidos num dia só", diz Cristina.

“Fez uso mais que duas vezes na semana é abuso de analgésico. Você passa a ter dor de cabeça mais vezes, uma dor de cabeça mais forte e uma dor de cabeça que não responde mais aos medicamentos como respondia antes”, explica a neurologista.

Veja no vídeo como curar a dor de cabeça, as dicas são do neurologista Ariovaldo Silva Júnior, presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

SÍNDROME DO TRATO ILIOTIBIAL EM CORREDORES





O primeiro para vencer uma lesão é reconhecê-la. A síndrome do trato iliotibial é uma tensão ou inflamação (geralmente pelo excesso de treino) da faixa de tecido que se estende ao longo da lateral da coxa. A banda iliotibial ajuda a estabilizar e movimentar a articulação do joelho, mas, quando não funciona direito, você sente dor ao correr.


Anatomicamente, o trato íliotibial é a continuação da porção tendínea do músculo tensor da fáscia lata, com contribuição da porção lateral dos músculos glúteo médio e mínimo. A zona de impacto da banda íliotibial com o fêmur ocorre em aproximadamente 30º de flexão do joelho, o que significa o momento logo após o contato do pé com o solo durante a corrida, por isso a alta incidência em corredores, principalmente os de longa distância.






Causas
A etiologia da síndrome do trato íliotibial é multifatorial, geralmente acomete corredores iniciantes, e está relacionada com aumento repentino do volume de treino semanal, treinos em declives, treinos em superfícies irregulares, alteração na biomecânica da corrida e pisada do tipo hiperpronada, a qual gera uma rotação interna da tíbia e conseqüentemente maior tensão na banda íliotibial. Encurtamento da banda íliotibial, da musculatura do tríceps sural, reto femoral, quadríceps, e déficit de força dos abdutores do quadril, como o glúteo médio e mínimo, aparecem como um fator importante no desenvolvimento da síndrome do TIT, devido à diminuição da habilidade dos abdutores de controlar excentricamente a adução do quadril.

Tratamento
O tratamento na fase aguda é tem como objetivo reduzir a inflamação focal no local da fricção da TIT com o epicôndilo lateral, e alívio da dor, e a fisioterapia é indispensável para o sucesso do tratamento, e são utilizado recursos antiinflamatórios como o ultra-som, laser, iontoforese e a crioterapia. Com a melhora do quadro, são acrescentados exercícios de alongamento principalmente da banda íliotibial e dos músculos que estejam encurtados, e fortalecimento dos abdutores do quadril. As alterações biomecânicas deverão ser corridas e o retorno do atleta a seus treinos de corrida deve ser feito de forma gradativa, começando com sprints leves, evitando treinos em declives.


Alongamento

Para alongar a região, deite, flexione os joelhos e então cruze a perna passando o joelho esquerdo passando por cima do direito. Jogue os joelhos para o lado esquerdo, enquanto gira o corpo transferindo o peso para o lado direito. Apoie o pé direito no chão e mantenha o ombro direito abaixado. Fique nessa posição por 2 a 3 minutos. Faça o mesmo com a outra perna.
Fortalecimento
Glúteos fortes podem ajudar a evitar a síndrome da banda iliotibial. Deite-se sobre o lado direito do corpo. Flexione o joelho esquerdo e apoie o tornozelo esquerdo logo abaixo do joelho direito. Mantenha o tornozelo nessa posição;eleve e abaixe o joelho esquerdo. Faça duas séries de oito repetições com cada perna.

Liberação miofascial



Boa opção para aliviar a tensão. Em dupla: deite-se de lado, com os joelhos flexionados. Peça ao parceiro para pressionar o antebraço dele contra a parte externa da sua coxa e então deslizar o braço.





Sindrome do trato iliotibial x tendinite patelar ( "joelho de corredor")

A síndrome do trato iliotibial costuma ser confundida com a tendinite patelar ou "joelho de corredor". Veja as diferenças

Síndrome do trato iliotibial

- Dor na parte externa do joelho
- O joelho dói durante os treinos longos, mas depois a dor passa
- A dor tende a piorar quando a pessoa desce escadas e ladeiras
- Movimentos acentuados de flexão do joelho não provocam dor
Joelho de corredor

-Presença de rigidez na parte da frente do joelho e no interior da patela
-O joelho dói no início da corrida, mas pára depois do aquecimento
-Dói mais quando a pessoa sobe escadas ou ladeiras
-Movimentos acentuados de flexão do joelho provocam dor


Dicas de prevenção!!
Antes da corrida => Troque o tênis velho por novos.
Durante a corrida => Reduza o volume, a intesidade e os treinos em subida. Se treina em pista, corra 1km em sentido horário e 1km em sentido anti-horário.
Após a corrida => Alongue e fortaleça, coloque gelo nos músculos, massageie-se com as mãos ou use um rolo de espuma.



Fonte:triatlo runner's world