quarta-feira, 24 de março de 2010

A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO POSTURAL NAS DESORDENS CRÂNIO-CÉRVICO-FACIAIS

Complementando o tema que foi abordado no post anterior, agora iremos comentar acerca da importância da avaliação e tratamento postural em pacientes com desordens crânio-cérvico-faciais.
Primeiramente é de fundamental importância identificar a origem das desordens, ou seja, se são ascendentes (da coluna para a cabeça) ou descendentes (da cabeça para a coluna), pois este é o primeiro grande passo para o tratamento do paciente.
Segundo Marzola, para se ter saúde é necessário haver o equilíbrio entre três fatores, que são eles o químico, o estrutural e o psicológico. Estes três fatores são os lados de um triângulo equilátero chamado de Triângulo da Saúde. Toda vez que um dos lados é trabalhado, os outros dois também o são.

A disfunção crâniomandibular é responsável pelo desenvolvimento anormal do esqueleto facial e o desequilíbrio do aparelho mastigatório pode interferir sobre todo o conjunto do sistema tônico postural através dos músculos esternocleidomastóideo (ECOM), trapézio, peitorais e outros.

Foi demonstrado experimentalmente que uma modificação no apoio no chão, modifica o ciclo mastigatório, e sua correção também.

Por esses motivos, que os ortodontistas especializados em oclusão devem, obrigatoriamente, conhecer perfeitamente o sistema postural. É absolutamente ilusório querer corrigir a oclusão de um paciente que apresenta uma escoliose ou um defeito de convergência dos olhos. O trabalho deve ser realizado em equipe multidisciplinar.

O papel que a ortodontia exerce no sistema postural é imenso, podendo ser benéfico ou não. O simples fato de alinhar um dente não é algo sem conseqüência para o sistema postural. Estudos sobre a escoliose concluíram que grande parte delas ocorreu após a colocação de um aparelho ortodôntico.

Um bom trabalho da fisioterapia dependerá de uma avaliação minuciosa e criteriosa. Portanto, a anamnese apresenta um aspecto fundamental, pois é através dela que iremos ter "pistas" sobre o nosso paciente – traumas (entorse de tornozelo, cirurgias,), estresse e hábitos parafuncionais (bruxismo, trismo), uso de medicamentos (antidepressivos alteram toda a função muscular de caráter quase permanente), uso de aparelhos ortodônticos, entre outros.

Após uma boa anamnese, deve ser realizado o exame do paciente, através da inspeção, palpação e testes articulares e musculares. É importante também avaliarmos os exames complementares, como radiografias, tomografias, escanografias, etc. E somente após esta avaliação criteriosa é que a conduta será traçada.
Esse post contém trechos de um artigo muito interessante, para visualizá-lo na íntegra clique no link abaixo:

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