
O movimento diafragmático influencia a mobilidade e o funcionamento das vísceras abdominais e pélvicas. Essa influência é devida, não somente, à transmissão das pressões, como também ao sistema facial e ligamentar, que promove a continuidade do diafragma com outras estruturas corporais.
Ligamento frenopericárdico => liga o diafragma ao saco pericárdico
Ligamento falciforme e triangular => ligam o diafragma ao fígado
Ligamento gastrofrênico => liga ao estômago
Ligamento colicofrênico => liga ao cólon
Na cavidade peritoneal existe uma pressão inferior à pressão interna de cada víscera. Esta diferença de pressão denomina-se pressão intracavitária, em decorrência desta as vísceram compactam-se e deslizam entre si, devido à presença de liquído peritoneal.
O volume das vísceras deveria mudar, de acordo com o seu funcionamento. Porém, ele é considerado constante, devido ao efeito turgor, que é a capacidade dos órgãos ocuparem o máximo de espaço possível através de suas capacidades elásticas, tensões gasosas e vasculares.
Para a manutenção das vísceras como um conjunto homogêneo além da contribuição efetiva da pressão intracavitária e do efeito turgor, a tonicidade equilibrada dos músculos abdominais é imprescindível, pois sem ela, tanto a pressão intracavitária como o efeito turgor seriam incapazes de sustentar as vísceras.
Diante disso, fica evidente a importância de se realizar manobras de liberação diafragmática e exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos abdominais, principalmente as porções mais profundas,durante um trabalho postural. Os exercícios de Williams, já abordados em um post anterior, podem ser uma alternativa para este tipo de fortalecimento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário