quarta-feira, 7 de abril de 2010

AÇÃO DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE NA PARESTESIA PÓS-CIRÚRGICA




É muito comum escutarmos na vivência do consultório relatos de pacientes, submetidos à cirurgia buco-maxilo-facial, referindo grande incômodo devido à parestesia pós-cirúrgica.


Os principais relatos são de formigamento,“pinicamento”, pontadas, choques, dormência, irritabilidade, “carne morta”,insensibilidade, ressecamento, queimação, dor, saliva que escorre, inchaço,dificuldade ao falar, incômodo, mordidas, preocupação de outros repararem, medo de tomar anestesia ou fazer outra cirurgia, constrangimento, sensação de pressão, alteração de paladar e olfato, estranhamento, dificuldade ao passar batom e ao escovar os dentes, ardência, rigidez, sensação de molhado, dificuldade ao comer e ao escovar os dentes. Muitas dessas sensações estão presentes ao mesmo tempo, de maneira pouco comum. Assim, pode-se presenciar por vezes relatos de falta de sensibilidade ao mesmo tempo em que o indivíduo refere choque, quando toca-se na área de teste.



Nota-se que o que leva o paciente a procurar ajuda geralmente não é somente a falta de sensibilidade,mas os transtornos que estas causam como formigamento intenso, constrangimentos, atividades diárias prejudicadas, irritação e dor, e o que leva o paciente a se considerar melhor é o desaparecimento desses mesmos sintomas, os quais o profissional nem sempre conseguem quantificar, pela subjetividade.


Há muitas controvérsias acerca do tratamento da parestesia, pois muitos profissionais afirmam que não há nenhum que seja realmente eficaz, e que esta vai regredindo com o tempo, porém, normalmente não sendo total essa regressão.


Porém, há vários estudos atualmente que discutem e comprovam a eficácia do LASER de baixa intensidade na regeneração de tecido nervoso, resgatando a sensibilidade que está ausente ou diminuída.


Os lasers de baixa intensidade representam uma fototerapia atérmica que emite uma energia caracterizada pela monocromaticidade, coerência e direcionalidade produzindo efeitos terapêuticos.


Estudos clínicos e experimentais recentes do uso do laser de baixa intensidade em nervos periféricos danificados mostram aumento da função do nervo, diminuição da formação de cicatriz, maior metabolismo dos neurónios e aumento da capacidade de formação de mielina.



A laserterapia também atua na regeneração das alterações neurossensooriais e neuromotoras periféricas. As lesões nervosas estão frequentemente associadas a procedimentos cirúrgicos. Lesões no nervo alveolar inferior e no nervo lingual têm sido descritas. A disfunção do nervo facial também tem sido relatada.



A literatura relata o tratamento com laser de lesões do nervo alveolar inferior com mais de 6 meses de evolução.Em estudo de 13 pacientes submetidos a osteotomia sagital, foram relatadas melhorias objetivas e subjetivas na percepção sensorial do grupo irradiado. Uma pesquisa realizada em 2006 os autores irradiaram 4 pacientes com parestesia e disestesia decorrente da cirurgia de terceiros molares inferiores e relataram progressiva melhoria em relação ao tempo(22). Consensualmente os trabalhos usaram um protocolo de irradiação com laser no espectro infra-vermelho e dose de 6 J/cm2. Os pontos de aplicação descritos na literatura para lesão do nervo alveolar inferior foram: lábio inferior,mento e foramen mentoniano (pontos extra-bucais).


Em um estudo realizado em 2003 os autores Guttknecht & Eduardo consideram justificável o emprego do laser de baixa intensidade no tratamento de parestesias,pois podem aumentar a amplitude do potencial de ação das células nervosas acelerando a regeneração destas, estimulando assim a função neurosensorial.
Fonte da imagem: www.fisiomed-brasil.blogspot.com

3 comentários:

  1. Na sequência de uma intervenção às ATMs fiquei com uma parestesia labial e mentoniana. Só quem passa por isto é que tem ideia do desconforto diário e contínuo que esta deficiência acarreta.Já fiz fisioterapia, laser, osteopatia, homeopatia e tomei toda a panóplia de vitamina B que, aliás continuo tomando. E nada. Nenhuma melhoria. O médico que me provocou esta lesão há já 3 anos não me dá qualquer solução e tem demonstrado total negligência e desinteresse. Parece estar mais preocupado com o facto de eu vir a processá-lo do que com o acompanhamento do meu caso. Nestes 3 longos anos não tenho feito outra coisa senão pesquisar sobre terapias para este problema. Todos os testemunhos com que me tenho deparado são de pessoas que também são vítimas de parestesia e estão a viver um verdadeiro inferno. Não há relatos concretos e objectivos de pacientes que tenham passado por isto e tenham recuperado, o que não é de todo animador.

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  2. Ai meu Deus que medo! Estou com o mesmo problema há 17 dias :(

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  3. muito interessante a abordagem, muito bacana! Eu passei pela cirurgia ortognatica há 2 meses e meio e não sinto o lábio inferior e queixo. Mas sinto todas essas coisas q incomodam: formigamento, pinicamento , sensação d molhado, coceira... Lidar com isso requer mta paciência. Estou passando por sessões d eletroacupuntura e laserterapia e faço em casa, massagens e compressa quente. Não vejo a hora que volte ao normal. E ler q ha a possibilidade de nunca voltar 100% m deixa triste :/ pois o dr havia dito q eu sentiria apenas dormência nos lábios eq logo sumiria. Não tinha tds as informacoes q precisaria. Mas tenho fé q eu tenha minha boca normalizada.

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